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Sobre o valor da cerâmica grega pintada


O valor estético da cerâmica grega pintada foi reconhecido por J. J. Winckelmann, em 1764. Não muitos anos depois, em 1772, o parlamento inglês adquiriu a coleção de Sir William Hamilton para o British Museum, que se tornou o primeiro museu a exibir esta espécie de arte. Outros países seguiram este exemplo, desde a França à Rússia, do Vaticano à Alemanha, da Grécia aos Estados Unidos.

Mas há outras razões para exaltar o valor dos vasos gregos; primeiro que tudo, o facto de nos ajudarem a reconstituir grande parte da história da pintura, uma vez que apenas um pequeno número de exemplos do século VII e VI a. C., em placas de barro ou em pedaços de mármore, foram encontrados até à data. Tudo quanto sabemos são os nomes dos maiores pintores, de Polignoto a Apeles. Existe também uma cuidadosa descrição, por Pausânias, da grande pintura mural de Polignoto na lesche dos cnídios em Delfos.

Outras áreas além da história da pintura podem beneficiar do estudo dos vasos gregos. Uma é a do comércio, uma vez que os arqueólogos encontraram espécimes, não só perto das embocaduras dos grandes rios, mas mesmo longe delas, e isso está a acontecer não só na orla do Mediterrâneo , como também para além das Colunas de Hércules, como é o caso de Portugal.



«Uma coisa bela é uma alegria para sempre»

John Keats, Ode a um vaso grego


O vaso do Museu Calouste Gulbenkian

  • 26-03-2012 | Escrever qualquer coisa | museu

    Este é um famoso vaso, no estilo livre, de cerca de 440 a. C., encontrado em Agrigento, na Sicília, e atribuído por Sir John Beazley ao Pintor de Coghill, segundo o nome do seu primeiro proprietário. Da coleção Coghill passou para a coleção Hope, sendo adquirido, no grande leilão de 1917 na Christie’s, por Calouste Sarkis Gulbenkian, que o guardou na sua casa de Paris, junto com outras antiguidades preciosas. Em 1958, o vaso veio para Portugal juntamente com as restantes obras de arte da coleção e ficou armazenado num palácio pertencente à Fundação Gulbenkian, em Oeiras, até ser transferido para o presente local, quando, em 1969, o Museu Gulbenkian foi inaugurado.


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O mito do rapto das Leucípedes


Leucipo, um rico proprietário do Peloponeso, tinha três filhas, das quais duas, Febe e Hilaira, eram primas dos Dioscuros, Pólux e Castor, e também de Idas e Linceu, filhos de Ascareu, rei da Messénia. Segundo uma das versões da lenda, Idas e Linceu estavam para casar com as Leucípides, quando os Dioscuros as raptaram. Daí resultou uma luta terrível, em que Castor perdeu a vida. Desesperado com a morte do irmão, Pólux suplica a seu pai, Zeus, que lhe dê o mesmo destino. O deus supremo declara-lhe que só ele é seu filho e, portanto, imortal, pelo que só pode oferecer-lhe uma alternativa: habitarem os dois um dia no Olimpo e outro debaixo da terra. É essa a escolha de Pólux.

Com esta prova suprema de amor fraterno, termina a X Ode Nemeia de Píndaro. Por sua vez, o rapto das Leucípides figura na segunda parte do Idílio XXII de Teócrito. É essa parte do mito que inspirou, além de outros poetas, vários pintores de vasos.











Formas dos vasos – Glossário

alábastron: para perfumes e azeite

ânfora: para conservar e transportar vinho e azeite

arýballos: para perfumes e azeite

calyx—kratêr: para misturar água com vinho de alto teor alcoólico

hýdria: para conservar e transportar água

kántharos: para beber o vinho

kratêr- de- sino: para misturar água com vinho de alto teor alcoólico

Kratêr-de- volutas: para misturar água com vinho de alto teor alcoólico

Kratêr-de-colunas: para misturar água com vinho de alto teor alcoólico

kylix sem pé: para beber o vinho

kylix: para beber o vinho

lebes gamikós: vaso nupcial

lebes: originalmente para aquecer água, mas progressivamente para abluções rituais ou para oferecer aos atletas vencedores de competições desportivas

lêkythos bojuda: para os atletas se ungirem e para as oferendas funerárias

lêkythos: para os atletas se ungirem e para as oferendas funerárias

loutrophoros: vaso nupcial para trazer água no ritual do casamento

oinochoe: para servir o vinho

pelike: para conservar e transportar vinho e azeite

psyktêr: para misturar água com vinho de alto teor alcoólico

pýxis: para cosméticos ou joias

skyphos: para beber o vinho

stamnos: para conservar e transportar vinho e azeite

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Outras áreas além da história da pintura podem beneficiar do estudo dos vasos gregos. Uma é a do comércio, uma vez que os arqueólogos encontraram espécimes, não só perto das embocaduras dos grandes rios, mas mesmo longe delas,



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Outras áreas além da história da pintura podem beneficiar do estudo dos vasos gregos. Uma é a do comércio, uma vez que os arqueólogos encontraram espécimes, não só perto das embocaduras dos grandes rios, mas mesmo longe delas,



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Pode ser utilizado para diversas finalidades (glossário?).

Outras áreas além da história da pintura podem beneficiar do estudo dos vasos gregos. Uma é a do comércio, uma vez que os arqueólogos encontraram espécimes, não só perto das embocaduras dos grandes rios, mas mesmo longe delas,