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Jean-François Millet (1814-1875) França, c. 1868
Pastel 69 x 93 cm Inv.º 89

Millet contribuiu, enquanto elemento determinante da Escola de Barbizon, para a elaboração de um novo naturalismo. A relação homem/meio, tratada com contornos fatalistas, constituiu o tema central da sua obra. Esta não só se afirma continuadora da tradição de Breughel como anuncia a arte de excepção que, um pouco mais tarde, Van Gogh irá praticar.
Hino à natureza e à vida no campo, esta paisagem, austera e melancólica, insere-se no âmbito de uma produção iniciada pelo pintor na década de 1860 dedicada à representação de campos imensos. A escassa utilização da cor sugere uma atmosfera desolada e rude e acentua, simultaneamente, a visão de um mundo cinzento. O domínio de Millet é o domínio silencioso da planície gelada, do horizonte infinito, da dureza cíclica da estação, do espaço solitário em que o homem, neste caso quase imperceptível, é simbolicamente posicionado.
Proveniência / Bibliografia |
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