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Pascal-Adolphe-Jean Dagnan-Bouveret  (1852-1929)
França, 1887
Óleo sobre tela
125 x 141 cm
Inv.º 206

O naturalismo conheceu no final da década de 1880 o apogeu da sua popularidade. O interesse que então despertaram os temas associados à descrição minuciosa da realidade rural explica o enorme sucesso desta composição objectiva no Salon de 1889, onde veio a ser premiada.

Representação etnográfica de costumes piedosos, a pintura evoca a cerimónia do Pardon, indulgência concedida pela Igreja aos fiéis, e serve de pretexto para um olhar analítico sobre um mundo resistente às transformações de fim do século. Registe-se que a Bretanha foi, na época, objecto de especial atenção por parte de artistas de correntes diversas, podendo estabelecer-se através de Gauguin um dos contrapontos mais estimulantes com esta tela.

Para o resultado final da pintura contribuíram fotografias captadas por Dagnan-Bouveret em Rumengol e retratos de modelos isolados, sujeitos a ensaios sucessivos. O trabalho, finalmente reunido pelo pintor em estúdio, revela, assim, um esforço considerável de construção prévia e uma metodologia complexa de organização da cena.

Proveniência / Bibliografia

Retrato de Henri Michel-Lévy


















 
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