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As Idades do Mar
26 de Outubro de 2012 a 27 de Janeiro de 2013
Fundação Calouste Gulbenkian - Galeria de Exposições Temporárias
Cento e nove obras realizadas entre o século XVI e o século XX provenientes de cinquenta e uma instituições de dez países constituem o vasto conjunto selecionado para esta mostra que estará patente ao público a partir de 26 de Outubro na Fundação Calouste Gulbenkian.
O projeto da exposição, organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian com o apoio do Museu d’Orsay, é suportado por uma sondagem histórica da representação visual do Mar e procura identificar os temas fundadores que levaram à sua extensa e recorrente representação na Pintura Ocidental. Dividida em seis núcleos essenciais, a exposição desenvolverá o conceito que dá título ao projeto em seis secções distintas: «A Idade dos Mitos», «A Idade do Poder», «A Idade do Trabalho», «A Idade das Tormentas», «A Idade Efémera» e «A Idade Infinita».
Van Goyen, Lorrain, Turner, Constable, Friedrich, Courbet, Boudin, Manet, Monet, Signac, Fattori, Sorolla, Klee, De Chirico, Hooper, são alguns dos oitenta e oito autores presentes na exposição com obras de superior qualidade. Também a pintura portuguesa, através de Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso, João Vaz, Maria Helena Vieira da Silva e Menez, entre outros, contribuirá para esta abordagem exaustiva e por vezes inesperada de um motivo tão fascinante.

Claude Gellée ou Claude Lorrain (1604/1605-1682) Paisagem com o Embarque de Santa Paula Romana em Óstia, 1639-1640 Óleo sobre tela, 211 cm x 145 cm. © Museo Nacional del Prado-Madrid (Espanha)
Minisite da exposição
Apoio:  Patrocínio:
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Tarefas Infinitas Quando a arte e o livro se ilimitam
20 de Julho a 21 de Outubro de 2012
Galeria Exposições Temporárias do Museu Curadoria: Paulo Pires do Vale
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Dierick Bouts,
Anunciação (pormenor)
“Aproximar as coisas que nunca foram aproximadas
e que não pareciam predispostas a sê-lo”.
Robert Bresson
Esta exposição é um ensaio que dá corpo a uma dupla pergunta: de que modo a arte põe à prova o livro, e como o livro põe à prova a arte? Nessa contínua prova mútua, o livro e a obra-de-arte apresentam-se como “tarefas infinitas” – conceito que Edmond Husserl utilizou para definir a humanidade depois do início da filosofia.
Segundo este autor, antes da filosofia, a cultura e o homem são tarefas completadas na finitude. Não está ainda disponível “o horizonte sem fim” aberto em redor do homem. Com o aparecimento da filosofia, o horizonte fechado e finito é substituído por um de possibilidades sem fim, sempre em reformulação. Não apenas no âmbito da filosofia, da ciência ou do conhecimento teórico, mas em todos os campos culturais: a infinitude estende-se e contamina o todo da existência humana. Revoluciona o homem criador de cultura.
Esta exposição não é uma exposição apenas de livros, mas de obras de arte onde o livro tem uma presença determinante: pinturas, filmes, esculturas e instalações; numa montagem em que se aproximam livros iluminados medievais e obras de arte contemporâneas; livros ilustrados do século XVII, ao lado de filmes ou livros conceptuais do século XX; com um propósito: investigar o que é e o que pode um livro. Que dispositivo é este?
Propomos uma reflexão sobre os limites permanentemente provocados e reconfigurados da arte e do livro por vir (Blanchot). Mostramos o livro enquanto laboratório de experiências estéticas, um medium que abre um horizonte infinito de possíveis à arte, interrogando e alargando também a nossa conceção “segura” e tradicional de livro: será isto ainda um livro? Será isto uma ainda obra de arte?
Esta exposição decorre no virar de uma página. É o desdobramento de um simples virar de página de um livro: ela está concentrada nessa dobra entre duas gravuras de um livro de Robert Fludd. De um infinito de negritude à explosão de luz que nessa obscuridade se dá. Da origem (obscuridade) ao início (a explosão de luz incial). Da ausência de luz, as trevas onde tudo começa, a obscuridade essencial, á explosão do princípio. Num virar de página. Esta exposição desenrola-se nessa dobra. É um co-mentário, um pensar-com esse virar de página. Ensaio, exercício de pensar e sentir: o que pode um livro, o que lhe oferece a obra de arte e o que lhe dá ele?.
Nessa dobra redobramos o desejo de encontrar uma outra: a da relação entre a Biblioteca e o Museu. Tornar a Biblioteca em Galeria, e a Galeria em Biblioteca. Já sem fronteiras definidas.
Neste ensaio expositivo, apresentam-se cinco núcleos, que são como fragmentos possíveis de compreensão do que é um livro (ou do que somos nós diante de um livro – aquilo que se abre à sua/nossa frente). Um percurso possível entre outros. Comprometido. Que assume as contradições e aporias como essenciais. Onde fica mais claro, com a obscuridade exigida (e será a claridade o que os livros anseiam?), o que é um livro e o que ele pode:
Com o infinito nas mãos A fenda e a explosão: entrar-sair Uma linha infinita: never ending story Tudo existe para chegar a um livro O fogo e o livro por vir
O ponto de partida deste percurso múltiplo, desta deambulação, foram as coleções do Museu Calouste Gulbenkian e da Biblioteca de Arte, instituições perpetuadoras da tarefa de colecionador do seu fundador. Tarefas infinitas.
Minisite da exposição
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Tesouros do Museu Um vaso grego no Museu Calouste Gulbenkian por Maria Helena Rocha-Pereira
29 de Março a 30 de Dezembro de 2012
Dando início a uma série de mostras dedicadas a uma peça ou a um pequeno núcleo da exposição permanente do Museu, publica-se um estudo de Maria Helena Rocha- Pereira, a maior autoridade portuguesa em Estudos Clássicos, sobre o cályx-kratêr ático de figuras vermelhas do século IV a. C. Este vaso, considerado o melhor exemplar de cerâmica grega clássica existente em Portugal, foi adquirido por Calouste Gulbenkian, na venda da importante coleção Hope, através da Christie’s (Londres), em 1917.
A instalação de um monitor táctil junto da peça irá permitir ao visitante explorar mais detalhadamente a rica iconografia representada no vaso.

Vaso (cályx-kratêr)
Ática, c. 440 a.C. Terracota. A. 42; Ø 44 cm. Inv.º 682
Site da exposição
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L´Hotel Gulbenkian, 51 Avenue d’Iena. Memória do Sítio
21 de Outubro de 2011 a 22 de Janeiro 2012
Galeria de Exposições do Museu

Depois de Paris, o Museu Calouste Gulbenkian acolherá, a exposição «L’Hôtel Gulbenkian, 51 avenue d’Iéna. Memória do Sítio». A mostra dá a conhecer a história da Casa de Calouste Sarkis Gulbenkian em Paris, situada no nº 51 da Av. d’Iéna, em estreita relação com o percurso excepcional do seu proprietário, coleccionador e homem de negócios, e com a Fundação que legou a Portugal.
Leia mais sobre esta exposição
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A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa Segunda parte: Séculos XIX-XX (1840 - 1955)
21 de Outubro de 2011 a 8 de Janeiro de 2012
Galeria de Exposições da Sede
Dando continuidade à exposição apresentada em 2010 sobre o tema da natureza-morta na Europa, a segunda parte será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais ocorridas na primeira metade do século XX.
A renovação do interesse pela natureza-morta por parte dos artistas da vanguarda francesa será documentada através das obras dos Realistas e também da nova linguagem do Impressionismo. Em exposição estará uma peça-chave deste contexto, a Natureza-Morta de Claude Monet, que faz parte das colecções do Museu Calouste Gulbenkian. A natureza-morta foi, no final do século XIX, tema que interessou de sobremaneira os pintores Pós-Impressionistas como Cézanne, Van Gogh e Gauguin, que estarão representados através de obras de referência.
A exposição demonstrará como a natureza-morta, enquanto género pictórico, se transformou em veículo de uma experimentação ainda mais radical com Picasso, Braque e Matisse. Poder-se-á entender como permitiu a alguns artistas um olhar reflexivo sobre a sociedade contemporânea, enquanto outros se envolveram nas novas realidades da experiência subjectiva, como é o caso de Magritte e Dalí. A fragmentação e reinvenção da própria categoria de natureza-morta serão exploradas através da amostragem de peças escultóricas ou de objectos de uso corrente transformados em obras de arte.
Eis a viagem que é proposta através dos vários tempos e geografias da natureza-morta na pintura ocidental, ilustrada com obras maiores dos autores que mais reflectiram sobre este género. A natureza-morta foi sem dúvida pretexto para as indagações dos pintores e é hoje motivo de fascínio para o público em geral.
A exposição será comissariada por Neil Cox, Professor da Universidade de Essex, especialista em arte francesa do século XX, com tese de doutoramento sobre Picasso e uma vasta obra publicada bibliografia.
Site da exposição
Conferências
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| Pablo Picasso (1881-1973) |
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CONSTANT LE BRETON (1895-1985)
Inaugura a 20 de Maio 21 Maio - 8 Agosto 2010
Fundação Calouste Gulbenkian Sala de Exposições Temporárias da Sede – Piso 01
Sessenta e sete obras, entre as quais se incluem cinquenta e duas pinturas a óleo e quinze aguarelas, constituem o conjunto de objectos desta exposição monográfica dedicada ao pintor francês Constant Le Breton, que pela primeira vez se apresenta em Portugal.
Originário de Saint-Germain-des-Prés, Anjou, junto ao Loire, onde nasceu em 1895, o artista, filho de marinheiros, desde cedo se revelou um grande apaixonado pelo desenho e pela gravura.
A exposição que agora se apresenta faz uma retrospectiva dos grandes temas da sua extensa carreira – a paisagem, o retrato, as cenas de interior, a natureza-morta, as vistas de Paris – estando para tal dividida em seis secções distintas que documentam a variedade da sua produção pictórica. Na mostra é ainda possível constatar a dívida artística que o conjunto da obra de Constant Le Breton deixa transparecer relativamente à pintura da segunda metade do século XIX – é notório nos seus trabalhos a influência de grandes nomes como Corot, Boudin e Manet – período que mereceu, como se sabe, uma atenção especial por parte de Calouste Gulbenkian na constituição da sua colecção.
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| Constant Le Breton (1895-1985) |
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A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa Primeira parte: Séculos XVII – XVIII
12 de Fevereiro a 2 de Maio de 2010
Galeria de Exposições da Sede
O Museu Calouste Gulbenkian organiza actualmente uma ambiciosa exposição internacional dedicada ao tema da Pintura de Natureza-morta na Europa, sendo a primeira do género a realizar-se em Portugal.
Intitulada “A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa” a mostra será apresentada em duas partes e é constituída por um conjunto de obras-primas de pintores europeus de renome, desde as origens do género até meados do século XX.
A primeira parte, a expor entre 12 de Fevereiro e 2 de Maio de 2010, reúne 71 pinturas dos séculos XVII e XVIII. A produção dos séculos XIX e XX será apresentada entre 21 de Outubro de 2011 e 8 de Janeiro de 2012.
A exposição pretende explorar os temas recorrentes da natureza-morta ao longo de quatro séculos de história: naturezas-mortas com frutos, caça, cozinhas e mesas de banquete, pintura de flores, instrumentos musicais, gabinetes de curiosidades, Vanitas e obras em trompe-l’oeil. A diversidade do tratamento artístico destes temas em diversos países será demonstrada através do confronto de obras em exposição, tais como as naturezas-mortas das pintoras Louise Moillon e Fede Galizia, ou as cenas de cozinha de Jean-Siméon Chardin e Luis Meléndez.
Entre outros pintores que cultivaram o género e que integram a exposição, contam-se Juan Sanchéz Cotán, Juan van der Hamen, Pieter Claesz, Juan Zurbarán, Rembrandt van Rijn, Antonio de Pereda, Nicolas Largillierre, Jean-Baptiste Oudry, Luis de Meléndez e Francisco de Goya.
A colectânea reunida propõe examinar o lato significado cultural e social da pintura de objectos e de alimentos, excluindo a presença da figura humana. Os diversos sentidos da natureza-morta serão tratados em profundidade: imagens conciliadoras de satisfação material podem conter igualmente mensagens morais sobre os conceitos de abundância e consumo, mas também uma chamada de atenção para a transitoriedade da vida, sobretudo evidente nos exemplos presentes da secular tradição da Vanitas, tanto nos países católicos como nos protestantes.
A concretização desta exposição só é possível graças à colaboração de muitas entidades emprestadoras, coleccionadores privados e museus, como a National Gallery of Art de Washington, o Metropolitam Museum de Nova Iorque, o Museu do Louvre, o Museu do Prado, o Rijksmuseum de Amesterdão, o Mauritshuis de Haia, a National Gallery de Londres, o Fitzwilliam Museum de Cambridge, entre tantos outros.
O Comissariado Científico da exposição está a cargo do Prof. Peter Cherry, actualmente Professor e Chefe de Departamento no Departamento de História de Arte e Arquitectura do Trinity College de Dublin, República da Irlanda. Este especialista em Natureza-morta espanhola e italiana, conta ainda com o apoio dos Drs. John Loughman para a pintura holandesa, flamenga e alemã, e Dr. Lesley Stevenson para a pintura francesa, na primeira parte da exposição. O Prof. Neil Cox, da Universidade de Essex, irá colaborar na segunda parte, encarregando-se da selecção e redação de textos sobre natureza-morta no século XX.
O catálogo da exposição, em dois volumes, correspondentes à 1ª e 2ª partes da mesma, terá edições em português e inglês. Os diferentes núcleos da exposição serão precedidos de ensaios introdutórios, numa linguagem erudita, mas todavia acessível, da autoria dos especialistas mencionados.
Site da exposição
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| Abraham Susenier (c. 1620-1666/72) |
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| Jean Siméon Chardin (1699-1779) |
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ART DÉCO, 1925
16 de Outubro de 2009 a 3 de Janeiro de 2010
Galeria de Exposições da Sede
A evocação do período «Art Déco» em França, através da Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925, é amplamente justificada pelo confronto entre um modernismo moderado e uma vertente de cariz mais revolucionário que caracteriza as Portas dos Pavilhões e o vocabulário formal dos decoradores de então. Os sete meses em que a exposição internacional esteve patente ao público permitiu salientar uma dualidade latente que veio a caracterizar as artes decorativas até à Segunda Guerra Mundial.
O objectivo primordial daquela Exposição, definido pela sua Comissão Organizadora num relatório de 1915, excluía toda e qualquer referência à tradição. No plano formal, esta iniciativa deveria manifestar-se exclusivamente através da «Arte Moderna», de uma espécie de «Renascimento» artístico que, do ponto de vista social, produziria uma resposta «tanto às necessidades mais modestas como aos caprichos do luxo».
Paradoxalmente, a partir do estudo das obras apresentadas nos diversos Pavilhões franceses – mobiliário, objectos de artes decorativas, pintura e escultura – resulta um conjunto diversificado onde coabitam um modernismo muito particular e um neoclassicismo dominante, mais exuberante que despojado.
O objectivo da exposição, a apresentar na Fundação Calouste Gulbenkian, comissariada por Chantal Bizot e Dany Sautot, especialistas convidadas, assenta nesta ambiguidade – uma «unidade singular» - reunindo apenas trabalhos dos melhores artistas e das mais destacadas manufacturas e ateliês seleccionados para a Exposição de 1925. Muitas das obras aí patentes integram a mostra que agora se apresenta, como por exemplo o grupo escultórico de Janniot, A Primavera, concebido expressamente para o Pavilhão Ruhlmann (Hôtel d’un riche Collectionneur), adquirido por Calouste Gulbenkian em 1939.
Estarão presentes peças de mobiliário de Ruhlmann, Leleu, Groult e Dunand, ourivesaria Christofle, jóias de Van Cleef & Arpels, Cartier, Chaumet e Boucheron, cerâmicas de Jourdain e Braquemond, porcelanas de Rapin, pinturas de Le Corbusier, Léger e Laurencin, esculturas de Janniot e Joseph Bernard, vidros Baccarat e de Lalique, têxteis de Dufrêne e Miklos, e ainda livros ilustrados e encadernados (Schmied, Dunand e Legrain), provenientes de colecções públicas e privadas estrangeiras, maioritariamente francesas, e também nacionais, incluindo a Colecção Calouste Gulbenkian.
Entre o mito da tradição e a procura do progresso, a cenografia da exposição permitirá uma leitura estilística das obras procurando realçar semelhanças e antagonismos.
O catálogo, reproduzindo todas as peças, contará com textos que se pretendem de referência. A exposição vai permitir conhecer melhor um período artístico referencial e de grande aceitação e curiosidade junto do público.
Press Release
Imagens e outras informações
Site da exposição
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Henri Fantin-Latour (1836-1904)
26 de Junho a 6 de Setembro de 2009
Galeria de Exposições da Sede
A Fundação Calouste Gulbenkian vai apresentar uma grande exposição monográfica dedicada à obra do pintor francês Henri Fantin-Latour. A mostra, organizada em parceria com o Museu Thyssen Bornemisza, será apresentada em Lisboa entre 25 de Junho e 6 de Setembro de 2009, seguindo posteriormente para Madrid, onde permanecerá em exibição de 28 de Setembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010.
Setenta e cinco obras incluindo pinturas de primeira grandeza e alguns desenhos preparatórios serão para o efeito agrupadas em onze secções distintas, seguindo a cronologia de produção do autor: auto-retratos, cópias executadas pelo pintor no Louvre, retratos intimistas, naturezas-mortas da sua fase de juventude, estudos e leituras, retratos de artistas e escritores seus contemporâneos, bouquets de rosas e flores diversas, temas associados à música, retratos austeros e retratos familiares, temas simbolistas e, finalmente, naturezas-mortas da fase de maturidade. A escolha das obras e o comissariado da exposição serão da responsabilidade de Vincent Pomarède, especialista de pintura francesa da segunda metade do século XIX e actual Director do Departamento de Pintura do Museu do Louvre.
Procurando evocar constantemente a música, principal fonte inspiradora da obra de Henri Fantin-Latour, a exposição procura dar a conhecer duas das maiores virtudes criadoras deste pintor independente, contemporâneo da geração impressionista: a habilidade em transpor para a tela a poesia silenciosa de um universo íntimo que registou de forma ímpar e a rara capacidade de representar esse mundo na sua mais pura essência. A exposição tem como objectivo, em suma, demonstrar como este pintor naturalista foi capaz de ao conteúdo visual de cada uma das suas telas, tal como o descreveu Émile Zola em 1880, acrescentar “um acto de consciência”.
Site da Exposição
Press release
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Obra de Arte em Foco As 53 Estações do Tokaido 東海道五十三次
Tokaido no Gojyusan-tsugi 25 de Novembro de 2008 a 31 de Maio de 2009
Galeria de Exposição Permanente
A série de gravuras «Estações do Tokaido» adquirida por Calouste Gulbenkian integra-se no conjunto de cerca de 200 estampas japonesas dos séculos XVIII e XIX que se encontra habitualmente em reserva por razões de conservação. Assinadas por três grandes mestres Hiroshige (1797-1858), Kunisada (1786-1865) e Kuniyoshi (1797-1861), as 55 estampas, editadas c. 1845, por diferentes editores, ilustram lendas e contos relacionados com as estações do Tokaido.
O Tokaido (O Caminho do mar do Oriente) era a principal via terrestre do Japão feudal. Percorria cerca de 500 km entre a antiga capital imperial, Quioto e a verdadeira capital - Edo (Tóquio), capital militar dos Tokugawa.
As 53 estações (sem contar com a do início e do término), situadas ao longo do caminho, abrigavam não apenas as comitivas dos senhores feudais mas todo o tipo de viajantes, mercadores, peregrinos e camponeses. Viajar nesta estrada, tão concorrida, era uma aventura pelas surpresas, riscos e dificuldades e também pelas intempéries que particularmente no Inverno assolavam a região.
O caminho do Tokaido teria provavelmente caído no esquecimento, se não tivesse sido imortalizado pelos maiores mestres da arte da estampa japonesa.
A apresentação sequencial da totalidade desta série famosa, terá de ser rotativa, por razões de conservação, embora o público tenha acesso, através de uma apresentação interactiva, à visualização das estampas em falta. Assim mensalmente será substituído cada conjunto de 18 estampas até ao final da exposição. A primeira estampa, a estação de Nihonbashi, marca o ponto de partida na ponte de Nihon em Edo (Tóquio) e a última, a 55ª, a estação de Quioto na ponte desta cidade.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
Visitas orientadas sem marcação prévia
às 15.00 horas
(local de encontro: recepção do museu)
€5 (inclui entrada no museu)
1º conjunto de 18 estações
18 de Dezembro de 2008 – Isabel Oliveira e Silva
8 de Janeiro de 2009 – Rosário Azevedo
15 de Janeiro de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
21 de Janeiro de 2009 - Rosário Azevedo
2º conjunto de 18 estações
29 de Janeiro de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
5 de Fevereiro de 2009 – Rosário Azevedo
12 de Fevereiro de 2009 – Rosário Azevedo
19 de Fevereiro de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
26 de Fevereiro de 2009 - Rosário Azevedo
5 de Março de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
12 de Março de 2009 – Rosário Azevedo
19 de Março de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
26 de Março de 2009 –Rosário Azevedo
3º conjunto de 18 estações
2 de Abril de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
16 de Abril de 2009 – Rosário Azevedo
23 de Abril de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
30 de Abril de 2009 – Rosário Azevedo
7 de Maio de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
14 de Maio de 2009 – Rosário Azevedo
21 de Maio de 2009 – Isabel Oliveira e Silva
28 de Maio de 2009 – Rosário Azevedo
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A Educação do Príncipe Obras-primas da Colecção do Museu Aga Khan
De 14 de Março a 27 de Julho de 2008
Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian
A exposição «A Educação do Príncipe. Obras-Primas da Colecção do Museu Aga Khan», apresentada anteriormente em Parma, Londres e Paris, reúne um conjunto de obras da Colecção do futuro Museu Aga Khan - a inaugurar em 2011, em Toronto (Canadá) -, que são testemunho da grande diversidade do património cultural das civilizações muçulmanas abrangendo uma área geográfica que se estende da Península Ibérica à China, num período de cerca de mil anos, do século IX ao XIX.
A mostra organiza-se em dois grandes temas: «A palavra de Deus» e «O Poder do Soberano», reunindo um conjunto notável de miniaturas iluminadas, manuscritos, joalharia, cerâmicas, objectos de madeira e metal entre outros.
Esta exposição conta com o alto patrocínio de Sua Alteza o Aga Khan e de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa.
Primeiro núcleo: «A palavra de Deus», apresentam-se manuscritos do Alcorão, de diferentes épocas, demonstrando como o texto sagrado serviu de inspiração à produção artística e arquitectónica. Este núcleo trata também temas como a devoção e misticismo culminando com obras notáveis representando jardins, muitas vezes equiparados ao Paraíso, no Alcorão.
Segundo núcleo: «O Poder do Soberano», destacam-se obras de arte de algumas das mais representativas cortes da história do mundo islâmico, entre as quais objectos preciosos em ouro e cristal de rocha, produzidos para os fatímidas nos séculos X e XI e retratos dos sultões otomanos e dos xás da dinastia qajar. Este grupo termina com referências à educação dos príncipes através de representações da vida da corte na época medieval e início da época moderna no Islão. Os diferentes momentos da educação dos príncipes encontram-se documentados através de objectos que ilustram o ensino da escrita e da leitura, a aprendizagem da arte equestre e da caça, da música e da literatura incluindo textos científicos, livros de fábulas, miniaturas e desenhos, álbuns de caligrafia, estojos de penas, instrumentos de cordas, trabalhos em madeira, cerâmicas e metais.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
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| RUSTAM PERSEGUE O DIV AKVAN DISFARÇADO DE ONAGRO |
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O Gosto «à grega». Nascimento do Neoclassicismo em França, 1750-1775
15 de Fevereiro - 4 de Maio de 2008
Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian
A exposição O Gosto «à grega», organizada pelo Departamento das Artes Decorativas do Museu do Louvre para ser apresentada no Palácio Real de Madrid (até 6 de Janeiro de 2008), estará igualmente presente na Fundação Calouste Gulbenkian (a partir de 15 de Fevereiro de 2008), graças às boas relações culturais há longa data estabelecidas com as duas instituições mencionadas.
Um conjunto de cerca de cem obras, maioritariamente cedidas pelo Museu do Louvre e a que se associam também peças provenientes, do Património Nacional de Espanha e do próprio Museu Calouste Gulbenkian, revelará 25 anos da História da Arte francesa, dominados pelo Neoclassicismo, estilo que se manifestou em toda a Europa num período compreendido entre meados do século XVIII e a primeira metade do século XIX.
A ruptura com o estilo «rocaille», que havia dominado o segundo quartel de Setecentos com os seus excessos decorativos, as suas assimetrias e sinuosidades, as descobertas arqueológicas das cidades de Herculano (1738) e Pompeia (1748), completamente destruídas por ocasião da erupção do Vesúvio em 79 d. C., o papel decisivo de historiadores, coleccionadores e amateurs d’art, preconizaram o retorno aos cânones da beleza grega e, assim, o retorno à nobre simplicidade da arte da Antiguidade Clássica.
Em França, no período representado na exposição, todas os ramos da arte, primeiro a arquitectura e a escultura, depois as artes decorativas e, por último a pintura, revelaram o predomínio do gosto «à grega» que acabou por se manifestar também no vestuário, nos penteados, na decoração de lojas ou nas temáticas das festas de sociedade. Neste tempo, em França, tudo se fazia à la grecque. As obras expostas – esculturas, pinturas, porcelanas, peças de mobiliário e de ourivesaria. – são um exemplo excelente desta nova gramática decorativa.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
Veja o vídeo
Exposição organizada com a colaboração especial
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| Vaso «Bachelier à serpens» |
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Os Gregos. Tesouros do Museu Benaki, Atenas
28 de Setembro de 2007 a 6 de Janeiro de 2008
Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian
A grande matriz da Cultura da Europa é grega, presença que terá hoje maior evidência material através da Filosofia, da Mitologia, do Teatro e da Arte, objectos da atenção e de estudos contemporâneos e de constante curiosidade dos povos a Ocidente e a Oriente ao longo de mais de dois milénios.
«Os Gregos», que nos é permitido conhecer melhor através desta exposição, são convocados por objectos que reflectem o seu pensamento e acção, num tempo que vem do Neolítico, representado por cerâmicas do 6.o milénio, e que se desenvolve até à reunião deste povo como País num Estado Helénico em 1830.
Trata-se de um conjunto altamente representativo da sua riquíssima história, cedido pelo Museu Benaki, de Atenas, através de uma criteriosa e muito generosa selecção de peças das suas colecções.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
Exposição em colaboração com o Museu Benaki, Atenas
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Estatueta feminina
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Panejamento
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Peitoral
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Retrato de Homem com Trajo Grego
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AS LUZES DA GRÉCIA - ciclo de conferências
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Uma obra em foco A religião na Grécia Antiga. Deuses do Olimpo representados na Colecção Gulbenkian
A partir de 17 de Julho de 2007
Galeria de Exposição Permanente
Uma Obra em Foco, patente a partir de 17 de Julho no Museu Calouste Gulbenkian, ilustra a religião na Grécia Antiga através da imagem dos deuses do Olimpo representados em moedas da Colecção. Esta amostragem de 58 espécies vem antecipar e complementar a próxima exposição do Museu Calouste Gulbenkian - Os Gregos. Tesouros do Museu Benaki, Atenas -, a inaugurar a 27 de Setembro 2007, na Sala de Exposições Temporárias do Museu.
SLIDESHOW
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L’Art Islamique dans la Collection Calouste Gulbenkian
Inaugura a 17 de Dezembro 2007
Palais de la Culture, Argel
Após a apresentação em 2004 na Abu Dhabi Cultural Foundation e em 2006 no Museu Bait Al Zubair em Omã, a Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio da sua subsidiária Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, apresenta no Palais de la Culture em Argel, a partir de 17 de Dezembro, um conjunto de cinquenta obras das mais variadas áreas da Arte do oriente Islâmico desde finais do século XII até ao século XX que documenta não só a produção artística dos povos representados como o apurado gosto de Calouste Gulbenkian.
A selecção inclui cinco núcleos distintos abrangendo cerâmicas da Pérsia seljúcida, da Síria e da Turquia otomana, uma lâmpada de mesquita, em vidro esmaltado, da época mameluca, um núcleo de manuscritos iluminados e encadernações da Pérsia safávida e Qajar e ainda exemplares da arte do livro da Turquia otomana bem como peças lacadas da Pérsia Qajar. Ainda no âmbito das artes decorativas do mundo islâmico inclui-se igualmente um grupo de tapetes executados na Pérsia Safávida e Turquia otomana bem como um conjunto de sedas e veludos da requintada produção da Pérsia, Índia, Turquia e Ásia Central.
Um catálogo profusamente ilustrado, com textos das conservadoras responsáveis pelos núcleos apresentados, Maria Fernanda Passos Leite e Maria Queiroz Ribeiro, acompanha a exposição, com edições em francês e árabe.
Exposição integrada no âmbito da iniciativa Argel, capital da cultura árabe 2007
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Evocações, Passagens, Atmosferas. Pintura do Museu Sakιp Sabancι, Istambul
15 de Junho a 26 de Agosto
Sala de Exposições Temporárias do Museu
A exposição Evocações, Passagens, Atmosferas. Pintura do Museu Sakιp Sabancι, Istambul reúne um conjunto de trinta e oito obras de finais do século XIX e início do século XX, nas quais predominam vistas do Bósforo, marinhas e cenas da vida quotidiana. A mostra inclui ainda dez obras pertencentes à colecção do CAM-JAP executadas por pintores portugueses que, à semelhança dos seus contemporâneos turcos, fizeram a sua formação artística em Paris. Homenageia-se, assim, Calouste Sarkis Gulbenkian, que nasceu em 1869 na actual Üsküdar, na margem oriental do Bósforo, e morreu em Lisboa em 1955.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
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Fausto Zonaro (1854-1929) |
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Paisagem interior - José Pedro Croft
De 13 de Abril a 15 de Julho de 2007
Átrio principal do Museu Calouste Gulbenkian
Nesta instalação, encomendada pelo Museu para assinalar o cinquentenário da Fundação, o visitante confronta o corpo com objectos cujo desenho espacial é materializado em estruturas metálicas com vidros e espelhos. As geometrias rigorosas geram incertezas através do desacerto dos espaços e da mobilidade das imagens reflectidas, transmitindo o sentimento fugidio do que, existindo, é por natureza circunstancial e efémero. As peças projectadas demarcam-se pela geometria abstracta das formas e pela frieza técnica dos materiais, mas citam, em tudo, o Museu como edifício, os mecanismos de exposição dos objectos e o próprio carisma da Colecção.
Slideshow
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Cartier 1899-1949. O percurso de um estilo
De 15 de Fevereiro a 29 de Abril de 2007
Sala de Exposições Temporárias do Museu
A exposição “Cartier 1899-1949. O percurso de um estilo” reúne um conjunto excepcional de 230 jóias, relógios e objectos da Colecção Cartier, bem como algumas das aquisições de Calouste Gulbenkian, pertencentes à Fundação. São ainda expostos desenhos originais - alguns dos quais associados ao coleccionador -, moldagens e diversa documentação.
A Colecção Cartier tem sido exibida nos últimos anos nos mais prestigiados museus do mundo, de que destacamos, o Museu do Ermitage, São Petersburgo, o British Museum, Londres, o Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, o Museum of Fine Arts, Houston e o Museu de Xangai.
Organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian em colaboração com a Colecção Cartier e a editora Skira, que publica o catálogo, esta iniciativa integra-se nas comemorações do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian.
Press release
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
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| Pendente “Coluna Grega” |
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Tiara com motivos de enrolamentos |
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Pregadeira “Pantera” |

Mundos de Sonho: Gravuras Japonesas Modernas da Colecção Robert O. Muller
De 27 de Outubro de 2006 a 7 de Janeiro de 2007
Sala de Exposições Temporárias do Museu
A exposição Mundos de Sonho apresenta uma selecção de quase cem gravuras japonesas, obras-primas da célebre colecção Robert O. Muller da Arthur M. Sackler Gallery, de Washington. Doada à Sackler Gallery, após a morte do coleccionador, em 2003, possui mais de quatro mil gravuras, documentando os modos como as qualidades expressivas e funções da gravura tradicional japonesa em madeira, se adaptaram aos desafios da modernidade em finais do século XIX e início do século XX.
A exposição contém alguns dos mais notáveis exemplos de trabalhos dos artistas do shin hanga ou movimento “nova gravura” e será apresentada na Sala de Exposições Temporárias do Museu, a partir de 26 Outubro
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
Exposição produzida em colaboração com a
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| Hashiguchi Goyo (1880-1921) |
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Uma obra em foco A escultura Baco de Michael Rysbrack (1693-1770)
19 de Julho de 2006 a 22 de Julho de 2007
Galeria de Exposição Permanente
Na linha das anteriores Obras em Foco, iniciativa que se propõe centrar a observação do público numa só obra ou num pequeno núcleo de obras habitualmente em reserva, expõe-se a partir de 18 de Julho e por um período alargado, correspondendo ao ano das comemorações do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian, uma escultura de grande qualidade, executada em 1751 por Michael Rysbrack, artista flamengo a trabalhar em Londres, com grande sucesso, na primeira metade do séc. XVIII.
Esta escultura, dificilmente integrável no discurso expositivo do Museu Gulbenkian e por isso mantida em reserva, constitui um complemento valioso à exposição O Gosto do Coleccionador. Calouste S. Gulbenkian (1869-1955), que estará patente, a partir da mesma data na Galeria de Exposições Temporárias do piso 0 da Fundação.
Calouste Gulbenkian foi coleccionador de escultura maioritariamente inspirada na Antiguidade, em parte consequência da sua paixão pelas manifestações artísticas da própria Antiguidade, consumada na sua notável colecção de moedas gregas. A obra de Michael Rysbrack agora patente ao público, artista que foi buscar ao barroco o seu conceito próprio de ideal clássico, está entre os exemplares mais notáveis da colecção reunida por Calouste Gulbenkian.
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De Paris a Tóquio. Arte do Livro na Colecção Calouste Gulbenkian
De 19 de Julho a 8 de Outubro de 2006
Sala de Exposições Temporárias do Museu
A selecção de livros que foi apresentada em Istambul em Abril e Maio deste ano será posteriormente mostrada na Sala de Exposições Temporárias do Museu, a partir de 19 de Julho, demonstrativa da faceta menos conhecida de Calouste Gulbenkian enquanto grande bibliófilo.
A mostra inclui as obras-primas da biblioteca de Calouste Gulbenkian reunidas entre 1899 e a data da sua morte. Os manuscritos e livros escolhidos ilustram diferentes produções como a europeia, persa, turca, arménia e japonesa traduzindo o ecletismo e a sua sensibilidade às Culturas do Oriente e do Ocidente.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
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O Gosto do Coleccionador: Calouste S. Gulbenkian (1869-1955)
De 19 de Julho a 8 de Outubro de 2006
Galeria de Exposições Temporárias da Sede
Exposição de objectos artísticos, mas também documental, pretende mostrar como se formou o gosto de Calouste Gulbenkian sabido que, integrando-se nas opções dos coleccionadores ocidentais, fê-lo com fino espírito selectivo e enorme exigência de qualidade artística nas suas escolhas. As peças seleccionadas revelam ao visitante as primeiras aquisições do Coleccionador, que viagens realizou e como estas influenciaram ou confirmaram a formação de uma colecção única abrangendo obras-primas do antigo Egipto até às mais sofisticadas peças de Arte Nova e Art Déco, do início do século XX.
O resultado do trabalho levado a efeito pelo corpo de conservadores do Museu ficará patente a partir de 19 Julho de 2006 na Galeria de Exposições Temporárias da Sede.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
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A Arte do Livro do Oriente ao Ocidente e Memórias do Mundo Otomano Obras-primas do Museu Calouste Gulbenkian
De 14 de Abril a 28 de Maio de 2006
Museu Sakip Sabançi, Istambul
No ano do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian esta exposição, acolhida no país do nascimento do fundador, contribui para revelar uma das facetas porventura menos conhecidas de Calouste Gulbenkian como coleccionador. A exposição reúne uma selecção de manuscritos e livros impressos de grande valor artístico, do Oriente e do Ocidente, entre os séculos XIII e XX, sendo complementada por outros objectos que ajudam a compreender melhor o homem que reuniu ao longo da sua vida uma excepcional colecção de arte, da Antiguidade ao século XX, que traduz o ecletismo e as múltiplas influências que as culturas do Oriente e do Ocidente exerceram na sua personalidade.
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| O Divan de Mir Ali-Shir Nava''i |
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Représentation des fêtes données par la Ville de Strasbourg pour la convalescence du Roi […] |
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Pierre Loti |

Islamic Art in the Calouste Gulbenkian Collection
18 de Fevereiro – 18 de Abril de 2006
Museu Bait Al Zubair, Omã
No seguimento de iniciativas levadas a efeito em anos anteriores, no sentido de promover a divulgação internacional da Colecção, a Fundação Calouste Gulbenkian e a sua subsidiária Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation apresentam, a partir de 18 de Fevereiro de 2006, no Museu Bait Al Zubair, em Omã, a exposição Islamic Art in the Calouste Gulbenkian Collection.
A mostra integra peças representativas de diferentes tipologias da Arte do Oriente Islâmico, de finais do século XII ao século XX, em que se encontram representadas as mesmas áreas geográficas patentes na exposição permanente do Museu Calouste Gulbenkian.
Um catálogo, profusamente ilustrado, acompanha a exposição, com edições em inglês e em árabe.
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Uma obra em foco ANTOINE WATTEAU (1684-1721) na Colecção Calouste Gulbenkian
25 de Outubro de 2005 a 15 de Janeiro de 2006
Galeria de Exposição Permanente
Em complemento da exposição Conceber as Artes Decorativas. Desenhos Franceses do Século XVIII e integrado na rubrica “Uma Obra em Foco”, iniciativa recorrente na programação do Museu Calouste Gulbenkian, é apresentado um pequeno núcleo de obras de Antoine Watteau (1684-1721), mantido habitualmente em reserva.
A produção de Watteau, considerado um dos maiores génios da pintura francesa do século XVIII, situa-se no período correspondente ao primeiro núcleo da referida exposição (1700-1730). A sua obra, inovadora temática e tecnicamente, é portadora de uma poética que traduz desde logo o ideal estético surgido no limiar de Setecentos, com expressão constante no âmbito das Artes Decorativas.
A escolha de Watteau impôs-se também pela influência exercida na sua obra por artistas referenciados na citada exposição, com quem o pintor privou de muito perto, nomeadamente Claude Gillot (1673-1722), Claude III Audran (1658-1734) e Gilles-Marie Oppenord (1672-1742).
Estarão em exposição um desenho e uma pintura da maturidade de Watteau e ainda dois sumptuosos volumes contendo a sua obra gravada por diferentes mestres da época, publicados alguns anos após a morte do artista por iniciativa de Jean de Jullienne, um dos seus patronos e mais fiéis amigos.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO |
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| Três estudos de cabeça de mulher |
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Conceber as Artes Decorativas. Desenhos Franceses do Séc. XVIII
19 de Outubro de 2005 a 15 de Janeiro de 2006
Galeria de Exposições Temporárias
O visitante do Museu Calouste Gulbenkian facilmente se apercebe como as Artes Decorativas francesas do século XVIII ocuparam lugar importante no gosto e nas prioridades de aquisição do Coleccionador. Com efeito, no qualificado conjunto de peças que integra a exposição permanente, juntamente com a escultura e a pintura da mesma época, destacam-se as Artes Decorativas que serviram a corte e a nobreza de França, transmitindo a percepção clara de um contraponto à galeria de Arte Islâmica, revelando os dois núcleos a intuição sofisticada de Calouste Gulbenkian na procura dos melhores objectos das culturas que mais o interessaram.
Entendeu assim o Museu no ano em que se completa meio século sobre a morte do Coleccionador, em 1955, torná-lo mais presente através de uma exposição sobre desenhos franceses de Ornamento e de Artes Decorativas entre Luís XIV e a Revolução, a inaugurar em Outubro, encerrando no início de 2006, quando a Fundação comemora o cinquentenário da sua criação.
Para além de grande número de desenhos inéditos, aqui estudados e apresentados, numa selecção reunida por Peter Fuhring, comissário da exposição e destacado especialista nas áreas do Desenho, Gravura e Artes Decorativas francesas e flamenga, regista-se também a presença de objectos decorativos muito próximos daqueles que os desenhos propõem, alguns dos quais existentes na própria colecção Gulbenkian.
Dão-se também a conhecer as diferentes funções do desenho ao serviço dos objectos decorativos, entre a primeira ideia, o projecto e a difusão dos gostos ornamentais. Para o efeito, recorreu-se maioritariamente a excelentes colecções de Paris pertencentes à Escola Superior de Belas Artes, ao Museu de Artes Decorativas e à Biblioteca Nacional de França, e também à Manufactura Nacional de Sèvres, à Biblioteca Municipal de Ruão e a vários coleccionadores particulares e, em Lisboa, ao Museu Nacional de Arte Antiga e ao Museu Calouste Gulbenkian.
MINISITE DA EXPOSIÇÃO
Press release
Assuntos relacionados:
O UNIVERSO DO DESENHO – FORMA E FUNÇÃO Jornada sobre o desenho
Uma selecção de objectos do século XVIII na Colecção Calouste Gulbenkian
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| Juste-Aurèle Meissonnier (1695-1750) |
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Obra em foco Tapete com decoração floral
10 de Maio a 2 de Outubro de 2005
No âmbito da exposição Espelhos do Paraíso. Tapetes do mundo islâmico, séc. XV-XX, organizada pelo Instituto do Mundo Árabe de Paris em parceria com o Museu Calouste Gulbenkian, considerou-se oportuno apresentar um tapete indiano da Colecção, executado no século XVII, em Caxemira ou Lahore e que, pela sua extrema fragilidade, se encontra habitualmente em reserva.
Com a apresentação desta peça, o Museu destaca um importante tapete do núcleo de sete exemplares de manufactura indiana, reunido por Calouste Gulbenkian, proveniente de uma área geográfica não representada na exposição Espelhos do Paraíso.
Este magnífico fragmento de tapete mogol de meados do séc. XVII (reinado do Xá Jahan), executado em Caxemira ou Lahore, pertence ao grupo de exemplares da mais requintada produção com felpa aveludada em lã de Caxemira (pashmina, palavra persa para lã) sobre teia e trama de seda.
A lã finíssima provém do pelo do peito da cabra dos Himalaias (capra hiscus laniger). Podendo tratar-se de um tapete de uma oficina real, não só pela matéria com que é executado como também pela beleza da composição, apresenta campo de fundo vermelho cereja decorado por um sistema de engradados em tom dourado, formando cartelas.
Este fragmento é o maior de entre vários outros pertencentes ao mesmo tapete que se encontram em diversas colecções.
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| Tapete com decoração floral |
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“Espelhos do Paraíso”. Tapetes do Mundo Islâmico, sécs. XV-XX
Em colaboração com o Institut du monde arabe (Paris)
Galeria de Exposições Temporárias, Lisboa, 6 de Maio a 31 de Julho de 2005
Esta exposição organizada, em parceria, pelo Instituto do Mundo Árabe de Paris e pela Fundação Calouste Gulbenkian, esteve patente ao público na capital francesa até finais de Março do presente ano e será apresentada, em Lisboa, na Sala de Exposições Temporárias da Fundação, entre 6 de Maio e 31 de Julho próximos.
A iniciativa precede assim o cinquentenário da Instituição, meio século após a morte de Calouste Gulbenkian, homenageando o grande Coleccionador que sempre tanto interesse demonstrou pelos tapetes do Oriente e contribuirá ainda, certamente, para aprofundar o conhecimento dessa produção artística tão característica da cultura islâmica e relativamente pouco divulgada entre nós.
As obras apresentadas, oriundas das mais variadas regiões, de Marrocos à Ásia Central, foram produzidas entre os séculos XV e XX, representando bem as características decorativas dominantes dos tapetes orientais, cuja evolução se pretende também explicar através da selecção apresentada, criteriosamente reunida pelos comissários da exposição e grandes especialistas na matéria, Roland Gilles e Joëlle Lemaistre.
Os tapetes expostos, quer sejam produtos de oficinas urbanas executados segundo cartões de artistas desenhadores, quer espécies de origem rural ou tribal, inspirados nesses mesmos motivos, são todos eles marcados por formas fortes e incisivas como que “caídas do céu”.
O conjunto de 56 tapetes agora apresentado provem de algumas das mais prestigiadas colecções públicas mundiais como o Museu de Arte Islâmica de Berlim, o Metropolitan Museum de Nova Iorque, o Victoria and Albert Museum de Londres, o Museu de Artes Decorativas de Paris, o Museu dos Tecidos de Lyon entre outros que, juntamente com exemplares da própria Colecção Gulbenkian, vêm demonstrar a riqueza decorativa e simbólica dos tapetes orientais.
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7000 Anos de Arte Persa Obras Primas do Museu Nacional do Irão
6 de Abril a 5 de Junho de 2005
Galeria de Exposições Temporárias
Pela primeira vez depois da Revolução Islâmica de 1979, um conjunto de cento e setenta e oito obras de arte de enorme importância e diversidade deixou o Museu Nacional e o Museu Rezza Abbasi do Irão para iniciar uma itinerância internacional com o título “7000 Anos de Arte Persa”.
Trata-se de uma colecção de objectos de grande valor arqueológico e histórico que oferece um testemunho único do passado do Irão e torna mais próxima a impressionante cultura pré-islâmica daquele país. A exposição, que na sua itinerância internacional conta já com cerca de um milhão e duzentos mil visitantes, pretende aproximar-nos daquele passado e fazer reviver o fascínio que a Europa tem sentido pela antiga Pérsia desde Heródoto e as viagens de Marco Pólo.
O percurso temporal da mostra atravessa toda a sua herança milenária, desde transformações tecnológicas e culturais do Neolítico até às dinastias aqueménidas, selêucidas, arsácidas (partos) e sassânidas.
“7000 Anos de Arte Persa” nasceu da iniciativa do Kunsthistorisches Museum de Viena, contou com a participação de numerosos especialistas e não teria sido possível sem a colaboração fundamental do Museu Nacional do Irão, que cedeu estas valiosas obras de arte de modo a poderem ser expostas durante um largo período de tempo, tendo em Lisboa a sua última apresentação.
Esta iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio da Embaixada da República Islâmica do Irão, terá seguramente grande sucesso junto do público, dada a qualidade das peças e o rigor científico do projecto.
Press Release
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| Relevo Mural. Soldado medo com espada curta (fragmento) |
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Recipiente em forma de leão alado |
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Disco com touro alado em relevo (fragmento) |

Uma obra em Foco ÁLBUM DE GRAVURAS INGLESAS SETECENTISTAS MEMÓRIA DAS PINTURAS DA COLECÇÃO WALPOLE
26 de Outubro de 2004 a 10 de Abril de 2005
Uma aquisição recente
No leilão da biblioteca Salema Garção realizado em Lisboa em meados do corrente ano, a Fundação Calouste Gulbenkian adquiriu, pela multiplicidade de interesses que veicula, a obra intitulada A set of prints engraved after the most capital paintings in the collection of Her Imperial Majesty the Empress of Russia, lately in the possession of the Earl of Orford at Houghton in Norfolk, with plans, elevations, sections, chimney pieces and ceilings e conhecida por “Houghton Gallery”.
Excelente colectânea de gravuras realizadas maioritariamente por artistas ingleses da segunda metade do século XVIII, alguns dos quais se encontram também presentes na colecção Calouste Gulbenkian, este álbum constitui uma memória da notável colecção de pintura constituída em Inglaterra por Sir Robert Walpole (1676-1745), primeiro conde de Orford, e vendida em 1779 a Catarina II da Rússia (1729-1796). A proveniência destas pinturas evoca de imediato obras da colecção Gulbenkian que também pertenceram à grande imperatriz russa. Recorde-se, a propósito, que a pintura de Rubens Retrato de Helena Fourment, adquirida por Calouste Gulbenkian em 1930 e agora exposta no seu Museu, integrou a colecção Walpole e posteriormente a da referida soberana.
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| London: John & Josiah Boydell, 1788 |
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Goa e o Grão-Mogol
9 de Junho a 5 de Setembro de 2004
Galeria de Exposições Temporárias da Sede
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Retrato de Shahjahan
Índia mogol, segundo quartel do século XVII
Alabastro, com vestígios de ouro e policromia
Amesterdão, Rijksmuseum, inv. AK-NM-12249 |
Goa e o Grão-Mogol pretende pôr em evidência as diversas
facetas da relação que se estabeleceu nos séculos XVI e XVII entre a Índia portuguesa
e o império mogol. Para os mogóis, os portugueses são mais um vizinho, seguramente
menos perigoso que os safávidas, os uzbeques ou os otomanos. Menos perigoso mas
algo "exótico", tanto mais que os portugueses foram os primeiros firangis
com que o imperador Akbar privou. A escrita dos cronistas mogóis não reflecte
o fenómeno, mas, em contrapartida, o trabalho dos artistas da corte não se alhearia
tão cedo da presença desses estrangeiros no império. Já para os portugueses, com
capital em Goa desde 1510 e mantendo um rosário de estabelecimentos marítimos
que se prolongava até ao Gujarat, do sucesso da relação com o Mogor dependia
a sua própria sobrevivência na Ásia do Sul.
Tal é o pano de fundo de uma relação que durou mais de dois séculos e se corporizou
em diversos domínios. Relação comercial, construída nos portos do Gujarat e do
Bengala. Relação política e diplomática, de que dá testemunho um vasto corpo documental
relativo a embaixadas, tratados, mediadores e espiões. Relação religiosa, indelevelmente
marcada pela influência dos jesuítas na corte de Akbar e Jahangir. Relação cultural
e artística, assente nas múltiplas contaminações de objectos, ideias, gostos e
estilos.
Comissariada por Jorge Flores e Nuno Vassallo e Silva e apoiada por uma equipa
internacional, a exposição é acompanhada por um livro que integra um conjunto
de estudos da autoria de reputados especialistas e a descrição e bibliografia
de todas as peças presentes na exposição. Com edições em português e em inglês,
esta publicação tem a colaboração da editora Scala de Londres. Coincidindo com
esta publicação é igualmente editado um roteiro da exposição.
Press Release
Saiba mais sobre esta exposição
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Um europeu
Índia mogol, ca. 1610-1620
Guache e ouro sobre papel
Londres, Victoria and Albert Museum, inv. IM 386-1914 |
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Darbar de Jahangir
Atribuído a Manohar
Índia mogol, ca. 1607
Aguarela, tinta, prata e ouro sobre papel
São Petersburgo, The St. Petersburg Branch of the Institute of Oriental
Studies, Russian Academy of Sciences, Ms E-14, fl. 22r |
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Uma obra em Foco Quotidianos Familiares Gravuras de Francesco Bartolozzi da Colecção Calouste Gulbenkian
18 de Maio a 10 de Outubro
No Décimo Aniversário do Ano Internacional da Família
A partir de 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, o Museu Calouste Gulbenkian apresenta ao público uma série de gravuras de Francesco Bartolozzi (1728-1815, dando assim continuidade à iniciativa "Uma obra em foco".
Natural de Florença onde fez a sua formação artística, Bartolozzi ficou famoso sobretudo pelas suas gravuras de tradução realizadas segundo a técnica do ponteado com um virtuosismo ímpar. A partir de 1764 mudou-se para Inglaterra, a convite do bibliotecário do rei Jorge I, e aí desenvolveu uma brilhante carreira. Em 1802, convidado por D. João VI vem definitivamente para Lisboa onde dirigiu a Aula de Gravura da Impressão Régia.
O conjunto exposto evoca os doze meses do ano através de diversos trabalhos rurais ou de actividades lúdicas que os caracterizam. Pelas cenas representadas, é igualmente evocativo de memórias de quotidianos familiares que remontam às nossas origens ou às nossas experiências convivenciais.
Com esta mostra o Museu Calouste Gulbenkian pretende, também, associar-se às comemorações do Décimo Aniversário do Ano Internacional da Família, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1993 para promover o progresso e o desenvolvimento dos assuntos relativos à Família e celebrado, pela primeira vez, em 1994.
Saiba mais sobre esta exposição
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Islamic Art in the Calouste Gulbenkian Collection
17 de Janeiro – 18 de Fevereiro de 2004
Abu Dhabi Cultural Foundation
No seguimento de iniciativas levadas a efeito em anos anteriores, no sentido de promover a divulgação internacional da Colecção, a Fundação Calouste Gulbenkian e a sua subsidiária Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation apresentam, a partir de 17 de Janeiro, na Abu Dhabi Cultural Foundation, em Abu Dhabi, a exposição Islamic Art in the Calouste Gulbenkian Collection.
A mostra integra peças peças das mais variadas áreas da Arte do Oriente Islâmico desde finais do século XII até ao século XX, estando representadas as mesmas áreas geográficas patentes na exposição permanente do Museu Calouste Gulbenkian, demonstrando a qualidade superior do núcleo islâmico da Colecção e confirmando a convicção de que a Cultura é uma das melhores formas de comunicação entre os povos.
Um catálogo, profusamente ilustrado, acompanha a exposição, com edições em inglês e em árabe.
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Lâmpada de Mesquita
Egipto ou Síria, c. 1354-1361, período mameluco
Vidro esmaltado e dourado
Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian
Inv. 1022 |
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Uma obra do Palácio de Versalhes - Apolo Guillaume II Costou (1716-1777)
Abril 2003 – Maio 2004
Museu Calouste Gulbenkian - Átrio Principal
Os visitantes habituais do Museu Calouste Gulbenkian, familiarizados com a recepção do museu após a remodelação de 2001, estranharão certamente o deus Apolo, protector das Artes, que os acolhe agora à entrada, tão diferente do Apolo de Jean-Antoine Houdon, a que estavam habituados.
A razão desta substituição justifica-se pela cedência do Apolo de Houdon para a grande exposição monográfica dedicada ao escultor, com itinerância entre Maio de 2003 e Maio de 2004, e que estará patente primeiro em Washington, na National Gallery of Art, depois em Los Angeles, no Museu Getty e, finalmente, no Palácio de Versalhes.
Para compensar uma tão longa ausência do Apolo de Houdon da casa-mãe, o Palácio Nacional de Versalhes cedeu, por igual período de tempo, este Apolo de Guillaume II Coustou, que integra actualmente as suas colecções.
E, muito embora se lamente o afastamento temporário do Apolo de Houdon, escultura que, a par com a Diana do mesmo artista, são símbolos da colecção reunida por Calouste Gulbenkian, esta oportunidade constitui porventura ocasião única para um diálogo enriquecedor entre as duas estátuas e outras obras do museu.
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Uma Tradição Secular - Bordados do Império Otomano à Índia, séc. XVIII-XIX Colecção Calouste Gulbenkian
8 de Outubro de 2003 - 29 de Fevereiro de 2004
Galeria de Exposições Temporárias do Museu
A partir do dia 8 de Outubro encontra-se patente ao público, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, um conjunto de quarenta e três bordados orientais, dos séculos XVIII-XIX, da Colecção reunida por Calouste Gulbenkian e cuja origem se pode atribuir, maioritariamente, ao país que o viu nascer, a Turquia, ou a regiões que estiveram sob domínio ou influência Otomana.
Pela sua própria natureza, por razões de conservação e programação do Museu, estes bordados “domésticos” têm permanecido em reserva. A oportunidade de os apresentar agora ao público, pela primeira vez, numa exposição temporária, coincide com a realização em Portugal, na Fundação Calouste Gulbenkian, da 20ª Assembleia Geral do CIETA (Centre International d’Étude des Textiles Anciens) que reunirá um número considerável de especialistas internacionais em têxteis antigos.
A exposição remete-nos para a vivência da infância do Coleccionador e suas raízes familiares constituindo simultaneamente um complemento à importante colecção de têxteis otomanos dos séculos XVI-XVII, por ele reunida, e que pode ser admirada no Museu Calouste Gulbenkian, na sala dedicada à Arte do Oriente Islâmico.
Visitas orientadas:
Para o público: 3ª feira e 5ª feira - 15.00 horas;
para grupos: contactar o Serviço Educativo do Museu;
(inscrições na recepção da exposição até 15 min. antes)
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| Toalha de mãos |
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Cinta |
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Toalha de mãos |

Félix Ziem na Colecção Calouste Gulbenkian
23 de Dezembro de 2003 a 28 de Março de 2004
Museu Calouste Gulbenkian
A existência na Colecção Calouste Gulbenkian de seis obras de Félix Ziem (1821-1911), pintor francês esteticamente situado na encruzilhada entre o naturalismo de Barbizon e a inovação plástica introduzida pela corrente impressionista, justifica a natureza particular de que se reveste esta apresentação. Ao contrário de uma obra em foco, como é habitual expor no âmbito desta programação, o Museu propõe agora uma visão abrangente do trabalho de um artista, já que possui, nas suas reservas, exemplos elucidativos dos grandes temas que o ocuparam ao longo da sua longa carreira. São eles vistas das cidades de Marselha, Veneza e Constantinopla, representadas em três pinturas de grande riqueza cromática. Refira-se que o registo desta última é feito a partir da margem oposta do Bósforo, em Scutari, local de nascimento de Calouste Sarkis Gulbenkian. Mas porque a obra de Ziem é vastíssima e não se esgota na pintura, o Museu entendeu relembrá-lo ainda através de uma faceta normalmente menos conhecida do grande público: a sua obra gráfica. Um desenho (também uma vista de Marselha) e uma aguarela (inspirada numa fábula de La Fontaine) ilustram de forma esclarecedora a qualidade dessa produção.
Saiba mais sobre a exposição
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O Mar e a Luz Aguarelas de Turner na Colecção da Tate
20 de Fevereiro - 18 de Maio de 2003
Galeria de Exposições Temporárias do Museu
Organizada pela Tate e pelo Museu Calouste Gulbenkian, esta exposição
foi anteriormente apresentada, num formato ligeiramente diferente, no Baltimore
Museum of Art, entre 17 de Fevereiro e 26 de Maio de 2002, com o título
Reflections of Sea and Light: Paintings and Watercolors by J. M. W. Turner
from Tate. A segunda etapa da itinerância teve lugar em Madrid, na Fundación
Juan March, entre 20 de Setembro do mesmo ano e 19 de Janeiro de 2003. Concebida
por Ian Warrell, conservador do Departamento de Aguarelas da Tate Britain, a mostra trás de novo à Fundação Calouste Gulbenkian, trinta anos passados sobre a exposição Turner (1775 - 1851): desenhos, aguarelas e óleos, aspectos especialmente relevantes da arte do mais representativo pintor inglês activo na primeira metade do século XIX. Das setenta e três obras que agora se expõem, com o tema do mar como denominador comum (é importante salientar que cerca de um terço da sua pintura a óleo representa o mar ou a orla costeira), setenta são
propriedade da Tate. Parte significativa dessas obras, maioritariamente aguarelas, fazem parte do Legado Turner (1856) e possibilitam ao visitante tomar contacto com dois fenómenos essenciais: a metodologia de composição do pintor em fases distintas de representação e o desvendar de um registo particularmente livre, proporcionado pela natureza espontânea que caracteriza a própria técnica da aguarela.
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Turner na Colecção
Catálogo
Desdobrável
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| Plymouth com arco-íris |
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| Quillebeuf, foz do Sena, 1833 |
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Moedas Gregas Antigas - Electro de Cízico (c. 550 - c. 330 a.C.)
De 11 de Fevereiro a 22 de Junho de 2003
Museu Calouste Gulbenkian (Galerias de Exposição Permanente)
Integrada em iniciativa envolvendo diversos museus europeus, relacionada com o exercício da Presidência da União Europeia pela Grécia, a exposição compreende 39 estateres, distribuídos em 4 grupos cronológicos. Tal cunhagem exibe particularidades de fabrico e tipologia que merecem destaque. Sobre o último tópico sobressai o conjunto de soluções formais a que os autores dos cunhos recorreram para inscrever o variado repertório iconográfico na limitada área dos flans.
Saiba mais sobre esta exposição
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Capricho com arco em ruínas e templo circular Francesco Guardi (1712-1793)
De 5 de Novembro de 2002 a 26 de Janeiro de 2003
Museu Calouste Gulbenkian (galerias de exposição permanente)
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| Capricho com arco em ruínas e templo circular |
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Capricho |
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Uma obra em foco
De 11 de Julho a 20 de Outubro de 2002
(Museu Calouste Gulbenkian, Galerias de Exposição Permanente)

Exotica, os Descobrimentos e as Câmaras de Maravilhas do Renascimento
17 de Outubro de 2001 a 6 de Janeiro de 2002
(Museu Calouste Gulbenkian)
O impacte dos descobrimentos portugueses reflectiu-se nas mais variadas áreas, nomeadamente, na evolução do coleccionismo europeu. Os produtos exóticos que chegaram à Europa através da Rota do Cabo não somente fascinaram as Casas reinantes, como possibilitaram igualmente o alargamento do conhecimento. Era nas Kunstkammern, ou câmaras de maravilhas, que se reuniam objectos das mais diversas proveniências, testemunhos silenciosos de um mundo em acelerada transformação.
A exposição, organizada em colaboração com o Kunsthistoriches Museum de Viena, reúne cerca de 120 peças, provenientes de instituições como o Kunsthistoriches Museum, o Museum für Völkerkunde, do MAK, Museen des Mobiliendepots, o Museum und Schatzkammer des Deutschen Orders de Viena, a Sammlungen SchloB Ambras, Insbruck, o Museo Nacional de Artes Decorativas e o Monastério de las Descalzas Reales, Madrid, o Monasterio de San Lourenzo de El Escorial, o Bayerisches Nationalmuseum, Munique, o Grünes Gewölbe de Dresden, o Museu de S. Roque e o Tesouro da Sé de Lisboa, o Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra, o Museu de Grão Vasco, Viseu, e de diversas colecções particulares portuguesas e estrangeiras.
Entre as peças a apresentar destaca-se o mais importante conjunto existente de obras orientais pertencente às colecções dos Habsburgos, como a cadeira chinesa em madeira lacada pertencente a Filipe II, o saleiro em cristal de rocha e ouro de D. Catarina de Áustria, um conjunto de obras em madrepérola indiana montadas em prata e pedras preciosas a par de filigranas em ouro, lacas do Extremo Oriente e um notável conjunto de marfins e cristais de rocha de Ceilão, enriquecidos com ouro e pedraria.
A exposição foi inicialmente apresentada em Viena de Áustria (Abril a Maio de 2000) e em Innsbruck, no Castelo de Ambras (Junho a Outubro de 2000). Um catálogo em versão portuguesa e inglesa será editado na ocasião, documentando todas as obras expostas, reunidas pela primeira vez em Portugal.
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O Mundo da Laca. 2000 anos de história
29 de Março a 10 de Junho de 2001
(Museu Calouste Gulbenkian)
Esta exposição tem como objectivo divulgar junto do grande público as diversas manifestações da arte da laca, desde os exemplares mais recuados da China, passando pelo Japão, o Sudoeste Asiático, até à integração de lacas orientais no mobiliário francês do século XVIII, terminando com obras do século XX. As obras provêm do Museu Gulbenkian, dada a importância do núcleo de lacas japonesas e islâmicas, do Museu Nacional de Arte Antiga, do British Museum e do Victoria & Albert Museum, para além de diversas colecções particulares. Paralelamente será editado um catálogo com versões em português e inglês.
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